21Novembro2017

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Qualidade de vida começa com bons hábitos alimentares

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Em 2016, 53,8% da população brasileira estava acima do peso e 18% apresentava algum grau de obesidade.

Os dados, divulgados pelo Ministério da Saúde, foram apresentados pela nutricionista e professora universitária Denise Bertolini Chediek na palestra “Hábitos alimentares saudáveis”, na quarta-feira (18), no Plenarinho da Câmara Municipal. A palestra fez parte da programação da 1ª Semana da Alimentação Saudável, iniciativa instituída este ano por uma lei municipal de autoria do vereador Roger Mendes (PP).

A obesidade está aumentando em nosso país, levando a doenças crônicas, como o câncer e o diabetes, e afetando a qualidade de vida. A literatura científica trata a obesidade como doença, sim. As pessoas ficam constrangidas em admitir que estão obesas, ‘dourando a pílula’. Mas é preciso reconhecer o problema, pois o quadro só se agrava se a pessoa demora para buscar ajuda e solução”, esclareceu Denise.

De acordo com a profissional, um dos principais problemas relacionados ao sobrepeso e à obesidade é que a solução envolve mudanças no estilo de vida, e as pessoas têm muita dificuldade em mudar os próprios hábitos. “Os hábitos alimentares são desenvolvidos desde a infância, e estão relacionados às nossas preferências e às experiências sensoriais que os alimentos despertam. O açúcar, por exemplo, ativa neurotransmissores relacionados à sensação de recompensa. Nosso cérebro, então, associa as coisas e ‘vicia’ no açúcar; essa informação entra no hard disk”, explicou. “A boa notícia é que as sensações podem ser modificadas, podemos ‘dessensibilizar’ o nosso cérebro em relação a essas informações. Pode levar mais ou menos tempo, mas é preciso que a pessoa se disponha a ter novas experiências.”

A nutricionista deu várias dicas para adotar hábitos alimentares mais saudáveis, como oferecer frutas e vegetais às crianças desde cedo, em vez de biscoitos e salgadinhos, e facilitar o seu acesso a alimentos frescos; limitar o consumo de produtos com muito açúcar e gordura, deixando de comprá-los; não consumir alimentos ultraprocessados (“Eles perderam suas características nutricionais”, explicou) e habituar-se a ler os rótulos do que se compra (“Se você não entender nada, simplesmente não compre. São conservantes, corantes, coisas que não devem ser consumidas”); reservar tempo para preparar as próprias refeições, envolvendo a família nas atividades; não fazer o “dia do lixo”, ou seja, não tomar refrigerante a semana toda para tomar seis litros no domingo; entre outras.

O vereador Roger Mendes, que além de ter proposto a lei é um dos organizadores da Semana, destacou a importância das informações. “Muitas vezes, coisas simples e pequenas mudanças no estilo de vida podem evitar grandes problemas de saúde no futuro”, observou.

Estiveram presentes na palestra os vereadores Juliana Damus (PP), Rafael de Angeli (PSDB) e Elias Chediek (PMDB) e o coordenador de Segurança Alimentar Marcelo Mazeta Lucas.

Fonte: http://www.camara-arq.sp.gov.br/site/index.php/qualidade-de-vida-comeca-com-bons-habitos-alimentares/

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