18Fevereiro2018

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Atividades marcarão Dia Nacional da Visibilidade Trans

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Para marcar o 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, a Assessoria de Políticas LGBT (ligada à Coordenadoria Executiva de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Planejamento e Participação Popular) realizará algumas atividades em Araraquara.

Na sexta-feira (26), na Praça Pedro de Toledo, às 21h, será exibido gratuitamente em um telão o filme “Transamérica”, que conta a história de uma transexual prestes a realizar uma cirurgia em Nova York para mudança de sexo. 

Já no sábado (27 de janeiro), na Praça Major Abel Fortes, do Parque Infantil, a partir das 14h, em parceria com a equipe do RoleFeira, será realizada uma feira de artesãos com temática especial do mês da visibilidade trans. 

“Serão atividades de grande importância na cidade para darmos visibilidade a essa temática e mostrarmos à sociedade que as pessoas trans sofrem preconceitos diários”, afirma a assessora de Políticas LGBT, Filipe Brunelli. 

No filme “Transamérica”, a transexual Bree descobre que tem um filho adolescente e problemático. Aconselhada por uma psicóloga a resolver essa questão antes da operação, Bree vai encontrar o filho em São Francisco onde há todo o desenrolar de uma trama. 

Filipe Brunelli acrescenta que além da feira no sábado, também haverá o lançamento da campanha “Retifique-se”, em parceria com a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, para iniciar os processos de retificação das pessoas trans em Araraquara.

Dignidade e respeito 

Vale destacar que o Dia Nacional da Visibilidade Trans (29 de janeiro) foi criado em 2004 pelo Ministério da Saúde, após a divulgação da campanha “Travesti e Respeito”, em reconhecimento à dignidade dessa população brasileira. 

Ainda de acordo com Filipe Brunelli, desde então pouco se caminhou para a inclusão de travestis e transexuais na sociedade. 

“São pessoas que ainda possuem grande dificuldade de acesso à educação, ao trabalho e à saúde, além de sofrerem diariamente com a violência e o desrespeito”, ressalta. 

Para a assessora de Políticas LGBT, muitas vezes a falta de compreensão sobre o que é ser trans acaba por rotular a imagem de que são pessoas exóticas, quase inumanas, e que possuem algum tipo de doença ou transtorno mental.

Fonte: Folhacidade

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