21Novembro2017

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Feriado na sexta tem Marcha da Consciência Negra

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Na sexta-feira, dia 20, feriado da Consciência Negra, a Prefeitura de Araraquara, por meio da Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, realiza a 9ª Marcha da Consciência Negra e Marcha das Mulheres Contra a Violência.

 

As atividades fazem parte da programação do mês da Consciência Negra, que vêm sendo preparadas pela Coordenadoria vinculada à Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular, com o apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. O tema deste ano é: “por uma sociedade sem racismo, sem machismo e sem homofobia”.

A concentração para as marchas terá início às 9 horas, no Parque Infantil, localizado na área central da cidade. O percurso seguirá até a Prefeitura e prevê a apresentação de atividades culturais – como capoeira e maracatu - além de show de encerramento com a cantora Mara Nascimento (confira no destaque).

O 20 de novembro marca o dia do falecimento do líder negro Zumbi dos Palmares - um dos maiores ícones da luta do povo negro do Brasil - e tradicionalmente é dedicada à análise da situação do povo negro no país, bem como a sua inserção na sociedade brasileira.

“O Dia da Consciência Negra marca a luta contra o preconceito racial, contra a inferioridade da classe perante a sociedade. Muito mais que isso, a data enfatiza o respeito das pessoas humanas e busca conscientizar sobre a importância da contribuição dos negros e de sua cultura na formação do povo brasileiro e da cultura do nosso país”, analisa Alessandra de Cássia Laurindo, coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Segundo Alessandra, na época da escravização, os negros não tinham direito ao estudo ou a aprender outros tipos de trabalho que não fossem os braçais. Muitos deles, estando libertos, continuaram na mesma vida por não terem uma política que lhes dessem condições dignas para o sustento. “O Dia da Consciência Negra nos faz lembrar o sofrimento dos negros ao longo da história, o que vem desde a época da colonização do Brasil. Hoje há várias leis que defendem os seus direitos sociais. Um exemplo são as cotas nas universidades, já que em razão dos negros terem sido marginalizados após o período de escravização, não conseguiram conquistar os mesmos espaços de trabalho que o homem branco”.

Sobre a Marcha das Mulheres Contra a Violência, Alessandra lembra que vivemos um momento importante da luta por um Brasil com soberania, com desenvolvimento social e econômico, sem racismo, discriminação, homofobia, machismo e intolerância religiosa. “A Marcha busca um novo Brasil, sem preconceito e discriminação de qualquer natureza, que reconheça a voz das mulheres”, defende. 

Este é o nono ano consecutivo que Araraquara celebra a Consciência Negra com o feriado municipal, da Lei 6633, de 28 de setembro de 2007. Vale destacar que na sexta-feira, dia 20, não funcionam postos de saúde, creches e escolas, os CRAS, Coordenadoria de Vigilância em Saúde, as unidades de saúde da Rede Básica e Rede Especializada, o Restaurante Popular e também a Farmácia Popular. Nesta data, as UPA’s do Centro e da Vila Xavier, assim como a Casa Transitória, funcionam normalmente.

Mara Nascimento – A cantora Mara Nascimento é destaque na 9ª Marcha da Consciência Negra e Marcha das Mulheres Contra a Violência, cantando canções que foram interpretadas por Elza Soares - um dos pilares da música popular brasileira.

A paulistana Mara Nascimento encontra em Elza Soares, tanto em suas interpretações como em sua filosofia musical, tudo o que a estimula ser cantora. Mara afirma que para cantar sua alegria é necessário não deixar de expor as lutas da vida. Assim nasceu essa coragem de homenagear Elza, que ganhou um dos prêmios mais nobre do mundo, “A Voz do Milênio”, prêmio que a colocou no rol junto com as Divas internacionais.

Mara, admiradora do samba desde seis anos de idade, idade em que aprendera a sambar com o seu pai, Pedro do Nascimento, sambista nato e cavaquinista. A paulistana mais tarde, viu ao vivo um show da roqueira Tina Turner, associou Elza Soares com a Diva americana e disse a todos: “Agora eu tenho certeza que quero ser cantora!”.

Quando mais madura, com o aval de Elza Soares, se viu em condições de lhe prestar essa homenagem.  A escolha do repertório deu muito trabalho, pois Elza, incluindo singles, coletâneas e compilações, gravou mais de 53 discos. Motivo na qual essa escolha foi muito “sofrida”, sendo assim, Mara associou as passagens da vida da Elza com os estilos e mensagens, através das letras, separando 15 canções para o show. Dentre elas, “Pranto Livre” (Dida e Everaldo da Viola - 1974), "Fadas" (Luiz Melodia - 1999), “Se Acaso Você Chegasse” (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins, 1938), “Mulata Assanhada” (Ataulfo Alves, 1961).

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